18 fevereiro 2010

Eu sou o dono do meu destino

No mais recente filme de Clint Eastwood, Invictus, há um momento determinante para o futuro do jovem capitão da equipa de rugby sul africana: Mandela ensina-lhe, através da leitura de um poema, como encontrou a força necessária para vencer a adversidade, a dor e as constantes tentativas de humilhação do apartheid. Um poema "vitoriano" escrito por William Ernest Henley em 1875.
Pela oportunidade, pela beleza e pela homenagem a todos os que enfrentam o mal de frente e, com a força das convicções são donos dos seus destinos, aqui fica na voz de Alan Bates.
(esqueçam o patrocínio da UBS).




Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

3 comentários:

C. disse...

É desta fibra que são feitos os verdadeiros líderes. Almas que não se vendem.

Beijinho

Austeriana disse...

É um ser humano singular e não vou acrescentar mais, pois tudo o que possa dizer poderá soar a lugar-comum, ou seja, a algo com que este Grande Homem nada tem que ver.

Agradou-me particularmente a ideia de um poema conseguir dar "a força necessária para vencer a adversidade, a dor e as constantes tentativas de humilhação do apartheid".

Paulo disse...

C.,para mim, Mandela é "o" homem do século XX. Não sei mesmo se andando para trás no tempo se encontrará alguém com o seu valor na história da Humanidade.
Austeriana, certamente terão existido outros factores que contribuiram para a força com que resistiu 27 anos numa pequena cela. Para mim, o que o poema lhe trouxe foi a ideia de ser dono do seu destino, não importando mais nada. Fizessem os guardas, os juízes ou o poder instituído as patifarias que fizessem, ele não seria o que eles queriam que ele fosse. Seria sempre (ele e só ele) o único dono do seu destino.
Obrigado