06 maio 2010

Da "forma irreflectida de tomar posse das coisas"

meliante

(espanhol maleante, que faz o mal ou causa dano, burlador)
s. 2 gén.
1. Pessoa que pratica roubos ou pequenos crimes. = delinquente, gatuno, marginal
2. Pessoa que não trabalha. = malandro, vadio
(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

4 comentários:

C. disse...

??? Como foi que diz que disse?
Acto irreflectido?!

Então o homem olhou de viés várias vezes para a mesa onde estavam os gravadores... Foi só o tempo de pensar como havia de fazê-lo. E fez.

Não nos apoquentemos: em época Papal, é só esperar pelas absolvições e alimentar o pendor para o perdão nos nossos corações.

O resto... serão só azares. Há que viver com eles. "A vida é feita disso mesmo, de azares e de venturas" - disse R.R.
Não é mesmo?

Austeriana disse...

O senhor já andava a fazer figuras tristes há uns tempos na comissão de inquérito.
Entretanto, como deve gostar de se ouvir, "confiscou" (sim, porque ele não "gamou")uns gravadores. Estamos em crise, os gravadores estão caros e um ser humano com tendência para a tolice age como qualquer tótó. Só um enorme tótó é que gama gravadores - perdão, "confisca" - esquecendo-se que há alguém a filmar!

vbm disse...

Não concordo. O jornalista não o é, por falta de nível. Se queria embaraçar o entrevistado com eventuais práticas de operações offshore, estudava previamente o modo ardiloso de o interrogar sobre as mesmas; se queria envolvê-lo em quaisquer contradições acerca da pedofilia nos Açores, interrogava-o sobre o vergonhoso julgamento da Casa Pia e pastoreava-o a comparações com os casos açoreanos do seu antigo cliente. A abordagem que utilizou a tratar do tema foi de estrondosa inépcia. Presumo que se trate de algum curso de 'novas oportunidades' da área da comunicação social.

De resto, já ando enjoado do corporativismo desavergonhado da classe dos jornalistas - que bem revelam não ter classe nenhuma! -, incluindo o Mário Crespo, o qual não tem um dia que não fale do seu pretenso caso de censura no Jornal de Notícias, e nem lhe passa pela cabeça que a crónica que tinha escrito era uma perfeita imbecilidade sem interesse nenhum!

É uma imensa falta de nível que grassa entre os jornalistas, inábeis a informar, entrevistar e opinar, cabeças ocas, ornamentais, mas, na locução das televisões, imensamente felizes, joviais e pundonorosos, lol - excepto, o José Rodrigues dos Santos que faz caras de sofrimento quando dá notícias tristes ou que abana cabeça quando relata algo com que 'não concorda'! Mas que imbecilidade.

Paulo disse...

C., azar, mesmo, é este nosso de sermos obrigados a respirar no mesmo ar que gente desta...e, concordo, deve estar para chegar uma amnistia.

Austeriana,a sensação de impunidade em que este bando pensa mover-se leva a que não sintam necessidade de contenção nem de decoro (já nem se pedia mais...) edepois, se a coisa começar a ser muito falada, arranja-se uma promoção para algures onde esteja menos exposto. Não foi isso que lhe fizeram (ao dito cujo) antes?

vbm, não concordo. Os fins não justificam os meios. A incompetência dos jornalistas (que existe), não é motivo para que se lhe roube o material.Nem a liberdade.