11 junho 2010

Olhar


Olhar esta pintura de Darocha, de há tanto tempo, 1965, creio, e encontrar já os traços que nele são tão particulares, os brinquedos com que enche a tela, coisas que ninguém ousaria juntar.
Brinquedos que se simbolizam e nos interrogam, vivências pueris e sábias, mascotes, como quem vai à praia buscar conchinhas e as semeia no areal, feliz. Ao fundo, o farol da nossa juventude, a magia da luz no olhar da menina que centra o quadro.
E depois tudo voa, se sobrepõe, se transcende.

Vamos legendá-lo?
Eu sei que ele lê e aprecia muito.
Vá lá, eu começo: 
Um olhar, um farol.

6 comentários:

Paulo disse...

Olhares em tons de azul

Teresa disse...

Olhares que se cruzam e se fixam como ímanes

vbm disse...

.

«Um olhar, um farol»,
para lá do espaço-tempo
dos co-possíveis da existência...


(e não saberei continuar, lol)
.

relogio.de.corda disse...

Bonito... Eu ia mais para uma coisa do género; para onde caminham as figuras desta tela?

clara disse...

Pois é, Paulo, Teresa, Vbm, Relógio, a quantidade de histórias que se podem ler nesta pintura. Um abraço, obrigada pelo contributo.

Anónimo disse...

Luzes, olhares e histórias.

Hanna