08 dezembro 2009

Aminetu Haidar

Há 22 dias em greve de fome, a cidadã saraui Aminetu Haidar renunciou hoje a toda a atenção médica, incluindo a do médico que a tem vindo a acompanhar.
A 13 de Novembro, Aminetu Haidar, ex-prisioneira politica e activista dos Direitos Humanos, foi impedida de desembarcar do avião pelas autoridades marroquinas no aeroporto de El Aaiun.
Regressava de Nova Iorque onde recebera o prémio da “Coragem Civil 2009” da fundação John Train.
A razão "oficial" da interdição para desembarcar em Marrocos, seguida de interrogatório em isolamento e expulsão do país foi a recusa em se considerar marroquina nos documentos de entrada no país.
Actualmente no aeroporto de Lanzarote, para onde foi expulsa, está decidida a prolongar o protesto que é, agora, um combate que alastra pelo mundo.
Um juiz, um médico, polícias e um interprete deslocaram-se ontem ao aeroporto de Lanzarote para examinar o estado de saúde de Haidar. No momento em que foi confrontada com a visita, a activista disse Não quero receber mais cuidados médicos. Sou dona da minha vontade e dos meus actos.”
Talvez o juiz, o médico, o intérprete e todos os polícias não saibam, mas a história ensina que mais tarde ou mais cedo o seu acto será reconhecido e vitorioso.

4 comentários:

Austeriana disse...

Apesar de todos os mecanismos que a Humanidade vai criando no sentido de preservar dignidade, direitos e liberdades, a prepotência continua a querer mudar rumos... Esta situação é muito angustiante.

César Ramos disse...

Ainda hoje há necessidade de haver mártires para que as consciências acordem e o Mundo avance... Esta situação é também muito preocupante.

Paulo disse...

Austeriana, leio hoje nos jornais que Aminetu Haidar, em resposta a uma pergunta sobre a leitura que os filhos (adolescentes) farão do seu gesto, respondeu que eles preferirão (nas suas vidas) a ausência da mãe à ausência da dignidade. É uma mulher assim que o mundo deixa morrer.
César Ramos, muito preocupante sem dúvida. É indispensável que façamos o máximo - todos - para que não seja o silêncio (do mundo) que a mate. Abraço.

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Esta mulher não pode morrer!

Espanha tem sido cúmplice , e Zapatero fortemente .


È urgente que a Espanha tome
a seu cargo o que até aqui não cumpriu , a organização de referendo ao povo saraouí, no território ocupado por Marrocos .
O povo Sarauoi será livre!

___________ JRMARTO