O lenço branco na parede
pedra
esplendor em dança
vendaval em seda
aragem
do tempo pousado nos
gestos longos
O fogo lânguido por dentro
de si
como se um anjo cego
pintasse
cores escritas em carne
viva
na palavra de água
na dança imóvel
nas flores penduradas em
pássaros verdes
Meninas Botticelli com
vozes de silêncio
uma canção de veludo
luz e ouro na dança lenta
flutuantes tecidos
aparentes
transparentes
Lúcia diz Luz.
(pintura de Lúcia Maia)
4 comentários:
Bem... parabéns, às duas. É por isto que não sou poetisa nem pintora...não nunca serei, isto não se aprende! Sou e serei sempre uma alegre aprendiza e apreciadora! Parabéns mesmo, isto é ARTE... no seu melhor.
Conjugação bonita entre a pintura e o poema... parabéns.
bjs
Chris
Linda a transfiguração do original (é pena não ser a cores...).
Gostei muito do teu poema-sensível com "fogo lânguido", "palavra de água", "vozes de silêncio".
E uma mancha gráfica com toque de coluna renascentista.:)))
Bjs
Obrigada, o desenho é lindíssimo, enorme-uma parede até ao tecto e a tons sépia.
O poema foi para fazer um postal comemorativo da exposição.
C., julgo que a falta de côr é intencional-a passagem do tempo?
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