06 março 2009

Margarida Jácome Correia

Margarida Jácome Correia nasceu em Ponta Delgada em 1919 e faleceu em 1996, em Lisboa.
Filha do Marquês Jácome Correia, viveu uma infância muito atribulada, pela opressão de uma família aristocrática e riquíssima de Ponta Delgada.
A casa de família, o Palácio de Santa Luzia ,é hoje a sede da Presidência Regional dos Açores.
Sob enorme influência dos fortes traços de carácter do pai e do extremo conservadorismo da mãe, Margarida conseguiu romper com toda sociedade hipócrita da ilha e da época, adoptando atitudes sociais de contestação, sendo (por isso) internada como doente mental na Suiça, donde fugiu após longo sofrimento.
Mulher culta, frequentou os grandes espaços culturais da época, mas teve uma vida muito atribulada, em constantes sobressaltos afectivos, pela sua sede de ternura e extrema sensibilidade.
Só no final da vida encontrou junto do seu grande amor, Vitorino Nemésio, numa forte cumplicidade e ternura.
Foi justamente o grande escritor que a incentivou a escrever as suas memórias, reunidas em dois volumes intitulados - AMORES DA CADELA "PURA"- (ed. Bertrand).
Estas memórias, escritas com grande intimidade com o leitor, são assombrosamente verdadeiras, num relato pungente das mais ímpares experiências humanas.


6 comentários:

Ana Maria Lopes disse...

Sabes? O pressuposto assunto deste livro despertou-me a curiosidade. Vou mandar vir.
E caminhem em frente. Passo sempre, com agrado, pelas tuas "notícias".
Ana Maria

vaandando disse...

Li este livro há muitos anos, lembro-me que a desenvoltura da senhora me fazia lembrar em subtexto »As mil e uma noites...
Cordialmente
__________ JRMARTO

clara disse...

Pois,ela tem uma forma de contar muito próxima dessa toada em que as histórias se encadeiam e despertam muita curiosidade e magia.
Além disso, há o desassombro.A primeira edição, em 1976, foi retirada das livrarias por pressão das pessoas ligadas aos factos que narra.
O jornalista António Valdemar e o editor Ambar é que, juntamente com os filhos da senhora, impulsionaram esta segunda edição.
Um abraço.

Alice disse...

Talvez a minha tetra-tetra avózinha.
O meu nome é Alice Cativo Jácome Correia.

Anónimo disse...

O meu visavô era filho de um Jácome Correia. Esse livro deve ser interessante...estou interessada em ler

Anónimo disse...

Sim eu gostava de ler este livro, porque sou neta de Artur Jacome Correia e, bisneta de Dona Maria Helena Jacome Correia.