30 novembro 2009

Maria Manuela Rama Costa

As vítimas diárias da boçalidade, da arrogância, da selvajaria e do mais abjecto machismo aí estão, nesta merda de sociedade.

 *

Há que discutir, ensinar, reprovar, condenar por todos os meios este nojo. Sem contemplações, sem desculpas nem justificações ou encolher de ombros. Trata-se de uma questão civilizacional que respeita a todos.
(Maria Manuela Rama Costa tinha 35 anos, foi morta dentro duma ambulância quando era transportada para o hospital, onde seria observada para - finalmente - ser formalizada uma queixa contra o agressor. A filha estava no colo, o filho fugido nos pinhais).

* Sequência do filme "Te doy mis ojos",  de Icía Bollaín [Espanha 2003], galardoado com 7 Goyas. Excelentes interpretações e realismo no tratamento do tema. Impossível ficar indiferente.

6 comentários:

clara disse...

Parece que nada muda, neste campo.
Por isso, as mulheres espertas tornam-se maliciosas, ínvias, manipuladoras.
É uma guerra antiga,a maioria dos machos latinos gostaria de ter em casa a virgem maria.

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

È verdade Clara , uma mulher esperta dá muito trabalho , é uma canseira até . Mas nem todas conseguem essa qualidade e a experimentam, quando vivem e são presas das próprias instituições incapazes de as proteger , como foi o caso desta vítima.
Sim , também concordo que a maioria dos homens gostaria de ter a Virgem em casa , já que lhe é impossível ter também , a mãe e a puta que são as três categorias que regem a sua visão sobre as mulheres .
Mas , Clara , parece que a coisa pode mudar relativamente ao macho latino, o bombeiro andou para trás , a mulher foi morta à porta da esquadra , um polícia foi morto, eram muito novos ....
Este caso deixou-me estupefacto, por isso mesmo .

abraço para ti que te pronuncias , enquanto outros se
calam
______ JRMARTO

C. disse...

Não tenho palavras para tanta dor - que não é só a das mulheres, embora acabem por ser quase sempre "o elo mais fraco", sobretudo quando crêem, mesmo que a realidade lhes mostre o contrário, que com amor tudo "se há-de resolver". O que não é verdade, quando os comportamentos obsessivos de ciúme, posse e violência (neste caso, deles) são fruto de uma doença. O problema é que a maioria destes "doentes" recusa-se a assumir a necessidade de tratamento.

Clara, Zé, bem-hajam por se terem manifestado.

Austeriana disse...

Subscrevo as afirmações dos comentadores anteriores e, como refere a C., isto é doença e quem leva com as consequências são sempre os que lidam com ela mais de perto. Por um lado, há ainda resquícios de mentalidade machista; por outro, não existem estruturas de apoio sólidas que possam acautelar as repercussões destes seres obsessivos.
Quem sofre são os/as fisicamente mais frágeis.
É uma história revoltante.

Anónimo disse...

Revoltante... não há justiça suficiente para punir um individuo que nunca deveria ter tido o previlégio de ser cônjuje e pai...
AC

Anónimo disse...

Revoltante... não há justiça suficiente para punir um individuo que nunca deveria ter tido o previlégio de ser cônjuge e pai...
AC