26 abril 2009

Dalila Marques Maia


Nasceu em 4 de Novembro de 1926 e faleceu em 26 de Abril de 1993.
Passou pela vida sem fazer barulho, mantendo sempre uma postura humilde, quando poderia não ser assim.
Ainda jovem, escolheu o lado difícil da vida, com coragem e simplicidade.
Pertenceu ao M.U.D. Juvenil e participou na oposição ao regime salazarista, com determinação e muita coragem.
No contexto da vaga repressiva que varreu o País a seguir ao final da II Guerra Mundial, foi presa aos 21 anos e julgada no famoso Julgamento dos 108, em que era a única mulher presente, arrostando com o estigma que, na época, representava ser mulher e lutadora.
Por causa disso perdeu o emprego na Coimbra Editora e, apesar de aprovada em concurso público, foi impedida pela PIDE de ocupar um lugar nos CTT.
Não obstante as ameaças, participou activamente no movimento político em torno da candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República.
Casou, teve dois filhos e construiu uma família sólida. Nesta altura da vida, poderia ter-se conformado. Não o fez.
Com uma imensa abnegação, ajudou toda a gente à sua volta, prescindindo de bens materiais, para acudir a qualquer pessoa carenciada ou frágil. Sempre com um sorriso, sabia contornar problemas e contrariedades.
Nunca cedeu e, à sua maneira, defendeu os ideais da juventude até ao fim.
Morreu cedo, porque não se queixava, nem tinha tempo para estar doente.
Faleceu tranquilamente, sem dar trabalho a ninguém.
Foi a melhor pessoa que eu conheci.

Clara

6 comentários:

Paulo disse...

Uma jovem lutadora, uma mulher corajosa, uma mãe destemida e uma avó desvelada.
Beijo, Clara.
Obrigado, C.

elsa disse...

Obrigada Clara pelas tuas palavras.
Uma lembrança bonita...
Elsa

branca5 disse...

OBRIGADO CLARINHA ,PELO RESUMO DE VIDA DA DALILA.
PARA O PAULO E ELSA UM BEIJO GRANDE DO PAI.
JOSÉ VASCO

Anónimo disse...

Bonitas palavras que nos fazem recordar a grande mulher, boa irmã e grande amiga que foi Dalila.
Parabéns Clara.
Beijinhos.
Ana e Vitor

Ana Maria Lopes disse...

Gostávamos tanto de ir a Abrantes! Com quanta amizade e delicadeza nos recebia a Dalila!
Gostei de ler. Deste-me a conhecer aspectos da vida da Dalila, que desconhecia. Obrigada, Clara e um beijinho.

clara disse...

Obrigada a todos.É bom recordar a querida Dalila. Muitos beijinhos.