Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens

02 fevereiro 2010

O Caçador


É uma pessoa agradável, conhece bem um vinho, balança o copo com destreza, a ver o tom, a sentir o perfume, senta-se com elegância, pega bem nos talheres, não põe os cotovelos na mesa, sabe contar uma graça a propósito, levanta-se quando chega uma senhora, se for casada ou viúva saberá beijar-lhe a mão, aflorando simplesmente, usa bem um lenço de seda, talvez com o colarinho aberto, oscila entre a calça de bombazine com bota alentejana, ou prefere a fazenda .cinzenta e o blazer azul escuro,ah,, sim, os botões de metal, já me esquecia.
Sim, gosta de carros antigos, ou então do jipe, porque com os cães, quando há batidas, ou caçadas, já se sabe como é.
Eu vou olhando, comparando, os homens da minha terra são do mar, passeiam na avenida como se fora no convés de um navio, as mãos atrás das costas, boné na cabeça e um andar balanceado,
por causa da nortada.
Este não, pisa terra firme e tem olhar certeiro, na mira, cofiando o bigode retorcido.
À saída, veste a samarra com pele de uma belo animal.
-De que é essa gola, pergunto.
-De raposa.
E remata, orgulhoso:
-Fui eu que a matei.
Abre-me a porta do carro, solícito.


(imagem do Google, sem autor)

21 novembro 2009

All together now, "to make it better"

Após o sucesso dos primeiros flashmobs , a T-Mobile, sob o mote Life’s for Sharing, convocou centenas de pessoas para comparecem, no dia 30 de Abril de 2009, na Trafalgar Square, em Londres. À hora marcada, 13.500 pessoas estavam lá, receberam os microfones e cantaram o melhor que puderam o tema (já tão esgotado) Hey Jude, dos Beatles.
A faixa parece que ganha, então, uma nova vida e o resultado é emocionante.
Mais uma aposta na ideia de que a propaganda do século XXI não é tanto sobre produtos e serviços, mas sobre pessoas.
Desejo a todos um excelente fim de semana.

30 setembro 2009

"Notas & Neurónios" ou o poder da escala pentatónica



O que nos faz acreditar que a linguagem musical está "internalizada" e pode ser antecipada por qualquer um de nós.
Bobby McFerrin assegura que, onde quer que ele faça este show, as pessoas produzem os mesmos sons. Conclusão: todos nascemos a saber música. O problema é que só uma minoria é estimulada a desenvolver essa capacidade artística.
Bobby McFerrin  é conhecido pela sua enorme extensão vocal (até quatro oitavas), pela habilidade de usar a voz para criar diversos efeitos e ainda por ser capaz de entoar o canto difónico (produção de intervalos harmónicos e acordes a partir de uma só voz), prática muito comum em certos países asiáticos.

Ver mais de Bobby M. aqui

24 setembro 2009

Ah... e tal, queria assistir a uma sessão e calhou entrar.

Lobo Xavier, Pacheco Pereira e José Manuel Fernandes juntos em iniciativa do PSD.
....
José Manuel Fernandes partilhou o jantar-debate com Pacheco Pereira (cabeça-de-lista do PSD por Santarém), António Lobo Xavier, Vasco Cunha, (líder distrital do PSD) e ainda com Isaura Morais, candidata da coligação que confessou no final do jantar a surpresa pela presença na mesa principal do director do Público, que não fez qualquer intervenção, limitando-se a seguir a discussão.
Aqui

Foto: Diane Arbus

11 setembro 2009

We are the Web

Via: dennishollingsworth.us, blogue onde o autor mantém, desde 2003, não só uma espécie de sketchbook das suas obras, mas também reflexões sobre o quotidiano - aspectos do seu percurso de pintor, as galerias, artigos sobre as várias manifestações tecnológicas e artísticas no mundo contemporâneo .
Comecem por descobrir a originalíssima Timeline bio do autor, ou a entrada About this blog. Conheci-o através de uma amiga ligada às artes plásticas (obrigada Lurdes!) que mo aconselhou vivamente. Está feita , também, a minha partilha “em rede”. Espero que vos interesse.

Quanto ao vídeo ali em cima... pois... cada vez mais somos “feitos” da linguagem que nos diz: We are the web, afirma Dennis H.. Estou em crer que somos mais qualquer coisa, sei lá... mas como dizê-lo?

22 julho 2009

Que c'est mignon!

O projecto de formação, em 1906, dos Petits Chanteurs à la Croix de Bois (PCCB) deve-se a dois estudantes que, em férias, tiveram a ideia de criar um coro itinerante de música religiosa, mas que não estivesse afecto a nenhuma paróquia ou igreja específica. Este facto, só por si, constituiu uma ruptura com a tradição milenar deste tipo de coros infantis.
Cerca de 1924, com um sucesso sem precedentes e reconhecido pelo Vaticano, o grupo impulsiona decisivamente o canto coral na Europa, o que originaria, nos anos 50, a formação dos Pueri Cantores, repartidos por vários grupos corais, integrando milhares de jovens de todos os continentes.
(Quem viu o filme Les Choristes, de 2004, certamente se lembrará da prestação fabulosa de um desses alunos-cantores, "ganho" pelo professor justamente através do canto.)

Para os que não conhecem, partilho aqui um exemplo do trabalho vocal desses jovens, num concerto dado em Seul, em 1996.
A peça, geralmente atribuída a Rossini, é um mixed de algumas passagens de Otello com a Katte-Cavatine de Weyser, que Robert Lucas de Pearsall criou para o seu Duetto Buffo di Due Gatti.
Digam lá se não é uma delícia...