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23 junho 2011

14 de Junho de 2011




E como tudo (tudo mesmo) se concentrou entretanto no teu nome!
Digo mãe para dizer filha, e me dizer a mim.
Afago-te o rosto e os dias ficam rutilantes nestes laços;
Aninho-me na tua pequenez e viajo por dentro contigo,
no sono, no choro,
em segredos que esqueci.

Julgo, enfim, possível um tempo reencontrado.
Nesta breve e cálida exaltação silenciosa.


Foto C.