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09 setembro 2012

Aniversário


Primeiro... estranhou-se e, passados 65 anos, ...entranhou-se. Quem se habituou a um terá dificuldade em passar sem ele. Do mais simples ao mais sofisticado, os que o usam reconhecem-lhe qualidades. Quanto aos malefícios que por vezes vêm à baila, ainda não está cientificamente provado!...

27 agosto 2012

Coincidências?


 2012 - 40 anos do lançamento de "Rocket man" (Elton John)

26 agosto 2012

Daí, desse lugar...



Um dia aconteceu que o homem desceu na Lua e nela caminhou pela primeira vez. "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade" - aprendemos a dizer.
Um feito para a História, testemunhado por mais de 600 milhões de olhos deslumbrados que viram, na caixinha mágica, tudo o que foi divulgado. Tudo o que muitos julgavam jamais poder ver.
Os portugueses assistiram a este momento crucial da história da humanidade na madrugada de 21 de Julho de 1969, às 3:56:20.
“Foram 18h de emissão ( ... ) vistas por dois milhões de portugueses que se deitaram mais tarde – ou se levantaram mais cedo... ou simplesmente não se deitaram – nessa madrugada de 21 de Julho, que caiu a uma 2ª feira, dia de trabalho”, como se afirma no livro: RTP, 50 anos de História.

Mas hoje, Armstrong, como será essa outra dimensão, rumo à qual iniciaste esta viagem?

Foto: NASA/AP

17 agosto 2012

Carlos Drummond de Andrade



.... As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.



30 novembro 2010

Pessoa(s)














              (13/06/1888 - 30/11/1935)


O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.

Alberto Caeiro, Poema XLVI (excerto), in Poemas, Ática, 1970
Foto daqui

11 setembro 2010

11 de Setembro - 1973 -


















Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.

Pablo Neruda (Últimos Poemas)

19 agosto 2010

Um herói do nosso tempo

Em 19 de Agosto de 2003, um atentado nunca esclarecido matou Sérgio Vieira da Mello em Bagdad.
Diplomata ao serviço da ONU, especialista em conflitos graves, esteve em missões em todo o mundo. Homem de paz e de convicções, implacável com os corruptos, defensor firme dos direitos humanos e dos mais fracos, seria o provável sucessor de Kofi Annan como secretário geral da ONU.
Ao iniciar, no Iraque, aquela que seria a sua última missão afirmou, numa clara posição anti bélica : ...quem gostaria de ver o seu país ocupado? Eu não gostaria de ver tanques estrangeiros em Copacabana... A vida deu-lhe a razão, os poderosos interesses imperiais tiraram-lhe a possibilidade de a construir.

04 julho 2010

Astor Piazzolla

Piazzolla faleceu a 4 de Julho de 1992, com 71 anos.
Foi o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX.
Tinha uma sólida formação musical e, nos anos 60, inovou o género contra as correntes mais conservadoras que o consideravam coisa intocável. Piazzolla introduziu-lhe influências do jazz e outros ritmos urbanos, deu-lhe modernidade, dessacralizou-o e fez com que fosse apreciado e tocado pelas jovens gerações de músicos.
Associou de forma criativa o tango à poesia e à arte contemporânea em geral, tornando-o indissociável da fascinante cidade de Buenos Aires.
Amelita Baltar, que foi casada com Piazzolla, tem, no clip que aqui deixo, uma fantástica interpretação de Balada para un Loco, texto de Horacio Ferrer (poeta que compôs letras de muitos tangos de Astor Piazzolla) onde se sente toda a magia de Buenos Aires na força de um tango.


Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese no sé qué, ¿viste?.
Salís de tu casa, por Arenales .
Lo de siempre: en la calle y en vos...
Cuando de repente, de atrás de un árbol, me aparezco yo.
Mezcla rara de penúltimo linyera y de primer polizonte a Venus:
medio melón en la cabeza, las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies y una banderita de taxi libre
levantada en cada mano. ¡Te reís!...
(...)