Foto: NASA/AP
26 agosto 2012
Daí, desse lugar...
Foto: NASA/AP
26 outubro 2009
A plena liberdade na espontânea ordem das coisas
Trata-se de um objecto de estudo filosófico, matemático e das neurociências, desde finais do século XIX, com um interesse e aprofundamento muito significativos neste milénio.
Sempre se partiu do princípio de que todos os sistemas da natureza (ou de actividade humana) necessitavam de ordem e que essa ordem viria de um comando que lhes era interior. Hoje sabe-se (e investiga-se) que a existência de sincronismo é universal e que, em liberdade plena de organização, há uma evolução natural para uma qualquer forma de organização "espontaneamente ordeira" - algo resultante da acção e movimento dos homens, sem design prévio.
O video que se mostra procura mostrar a existência de autoregulação espontânea em inúmeros acontecimentos do quotidiano no planeta e na vida.
30 setembro 2009
"Notas & Neurónios" ou o poder da escala pentatónica
14 setembro 2009
Middle sex
… Enquanto Miss Grotowski escreve as suas equações no quadro, todos os colegas à minha voltam começam a transformar-se. As coxas de Jane Blunt, por exemplo, todas as semanas parecem crescer mais um bocadinho. A sua camisola vai inflando à frente. Um belo dia, Berveley Maas, que se senta mesmo ao meu lado, põe o dedo no ar e eu vejo uma mancha escura pela sua manga acima: um tufo de pelos castanho- claros. (…..)
A voz de Peter Quail é agora duas oitavas mais baixa do que o mês passado, sem que ele dê por isso. E porquê? Está a voar demasiado depressa. Os rapazes começam a ganhar uma penugem de pêssego por cima dos lábios. As testas e os narizes começam-lhes a rebentar. Mais espectacularmente ainda, as raparigas começam a tornar-se mulheres. (….)
Só Calliope, na segunda fila, permanece imutável, como que paralisada na sua secretária, de modo que é ela a única a reconhecer a verdadeira amplitude das metamorfoses em curso à sua volta. Enquanto resolve os problemas, está ciente da carteira de Tricia Lamb no chão na mesa ao lado, e do tampão que lobrigou lá nessa manhã – e como é que isso se usa ao certo?- e a quem perguntar? Embora ainda seja bonita, Calliope não tarda a tornar-se a rapariga mais baixa da turma. Deixa cair a borracha, mas já ninguém lha vem apanhar. Na peça de Natal da escola, já não é escolhida para fazer de Maria, como nos últimos anos, mas sim de elfo…Mas ainda há esperança, não haverá? ( ....) os alunos voam vertiginosamente através do tempo, de tal modo que um dia, ao levantar os olhos do seu papel manchado de tinta, Callie vê que é Primavera, as flores a desabrochar, forsítias em flor, ulmeiros verdejantes; no recreio, meninos e meninas de mãos dadas, beijando-se por vezes atrás das árvores, e Calliope sente-se enganada, traída. “Então e eu?”, diz ela à natureza. Estou à espera. Ainda aqui estou”.
Jeffrey Eugenides, Middlesex, D. Quixote, 2oo4
Fotografia Diana Arbus
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O fascinante Middlesex de Jeffrey Eugenides (acima citado) começa assim: nasci duas vezes: primeiro como menina bébé, num dia invulgarmente limpo na cidade de Detroit, em Janeiro de 1960. Depois outra vez, como rapaz adolescente, numa sala de urgências perto de Petoskey, Michigan, em Agosto de 1974. O narrador e figura central do livro é Calliope / Cal , um intersexo.
11 setembro 2009
We are the Web
Via: dennishollingsworth.us, blogue onde o autor mantém, desde 2003, não só uma espécie de sketchbook das suas obras, mas também reflexões sobre o quotidiano - aspectos do seu percurso de pintor, as galerias, artigos sobre as várias manifestações tecnológicas e artísticas no mundo contemporâneo .
Comecem por descobrir a originalíssima Timeline bio do autor, ou a entrada About this blog. Conheci-o através de uma amiga ligada às artes plásticas (obrigada Lurdes!) que mo aconselhou vivamente. Está feita , também, a minha partilha “em rede”. Espero que vos interesse.
Quanto ao vídeo ali em cima... pois... cada vez mais somos “feitos” da linguagem que nos diz: We are the web, afirma Dennis H.. Estou em crer que somos mais qualquer coisa, sei lá... mas como dizê-lo?
28 julho 2009
Bendita Cafeína
Pode afirmar-se que existe uma relação inversa entre consumo de café ao longo da vida e incidência de patologia neuro-degenerativa em geral?
Prof. Alexandre Mendonça, Dep. de Neurologia e Laboratório de Neurociências,
Fac. Medicina de Lisboa e Instituto de Medicina Molecular, Universidade de Lisboa
*The neuro-protective effects of caffeine: a prospective population study (the Three City Study). Neurology 69:536-545

