- A Polícia Judiciária desencadeou em 27 de Outubro a operação Face Oculta, em ligação com corrupção, tráfico de influências e branqueamento de capitais. Realizaram buscas a escritórios e instalações de empresas em Aveiro, Ovar, Lisboa, Oeiras, Sines, Santa Maria da Feira, Alcochete, Faro, Ponte de Sôr e Viseu. Manuel Godinho, dono de empresas fornecedoras da REFER e das siderurgias espanholas, foi preso. Os outros doze arguidos continuam em liberdade.
Armando Vara é um deles, foi apanhado em escutas telefónicas com o empresário Manuel Godinho. Na conversa com Godinho – preso ontem pela PJ de Aveiro – Vara pede pelo menos dez mil euros "pelas diligências por si encetadas".
(dos Jornais)
- Entretanto, em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) precisou que a "investigação em curso tem como objecto a actividade de um grupo empresarial, da zona de Aveiro, que, através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área de recolha e gestão de resíduos industriais".
(Público 28/10/2009)
- A 10 de Fevereiro de 2009, Manuel Godinho e o advogado Paulo Penedos (filho de José Penedos, ex- Secretário de Estado e administrador da REN) falam ao telefone. Nessa altura, como consta dos mandados de busca ontem apresentados aos arguidos, Godinho oferece 270 mil euros a Penedos caso consiga 'concretizar a renovação do contrato de gestão global de resíduos'. Há ainda outro telefonema, cinco dias antes, em que Paulo Penedos já pedira 25 mil euros a Godinho.
(Correio da Manhã 29/10/2009)
-Presidente da REN também é arguido
(SOL 30 de Outubro)
-Testemunhos recolhidos pelo Ministério Público no caso dos submarinos indiciam que o ex-ministro da Defesa, Paulo Portas, não terá acautelado devidamente os interesses do Estado na negociação com o consórcio alemão German Submarine Consortium (GSC).
(SOL 30 de Outubro)
- O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller, considera que deve haver muita contenção no que toca aos aumentos salariais em 2010, uma vez que há muitas empresas que dependem de baixos salários... Francisco Van Zeller explicou que existem muitos milhares de empresas que dependem de salários baixos, aquelas que exportam, acrescentando que cerca de um quarto das exportações depende de salários baixos, e uma alteração ao modelo salarial a estas empresas leva tempo. (notícias.potugalmail 20/10/2009)
Trinta e cinco por cento dos portugueses que vivem numa situação de pobreza tem um emprego, segundo o estudo "Um Olhar Sobre a Pobreza - Vulnerabilidade e Exclusão Social no Portugal Contemporâneo", entregue pelo Presidente do Conselho Económico e Social ao Presidente da República em 2008.
É uma situação única na União Europeia, esta de se trabalhar e viver na miséria e diz bem do presente e futuro deste País. Entretanto os ministros transitam de e para as Empresas Públicas, que hoje se sabe serem o centro nevrálgico da corrupção e não do impulso económico. Este está reservado para a "classe empresarial" desde que haja garantia de baixos salários, subsídios da Europa e favores do Estado.