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25 fevereiro 2009

Fahrenheit 451

Fahrenheit 451

O acontecido não mereceria qualquer comentário sério se não fossem os tiques de intolerância estarem a surgir num crescendo preocupante.
Os cidadãos que se riem (alarvemente) nas festas estudantis, em que se queimam fitas ao som de canções que repetem à exaustão "A cabritinha gosta de boa comida, boa cama e boa vida /Adora luxo e bem-estar/ Ela adivinha a hora a que chego a casa /E vai logo preparar /Os peitinhos para eu mamar...", queixam-se agora à Polícia do incómodo que causa à família o livro da mulher nua, esperando que alguma (outra) queima lhes limpe (com fitas...) o sujo do olhar.